A GAZETA INDEPENDENTE Nº 2

A verdade com independência

Data: 1 Mês antes do conflito

 

VENEZUELA ATACA!

Nesta madrugada diversos comandos venezuelanos, infiltrados em território brasileiro destruíram diversas estações de radar do SIVAN. Não houve mortos na ação. Segundo o Comandante do Comando Militar da Amazônia “Foi uma ação limpa”, foram destruídas apenas as torres de radar, sem feridos ou mortos. “Eles sabiam onde e como atacar”, de onde se pode concluir que foi algo muito premeditado.

 

ESTAÇÕES DE RADAR DO SIVAN DESTRUÍDAS

Segundo a Força Aérea, foram destruídos os radares que não estavam em Bases Aéreas. Os radares das bases continuam plenamente operacionais. O comando da FAB respondeu ainda que com os R-99A e com diversos radares móveis, podemos cobrir qualquer brecha e desmetiu que essa ação “criaria um corredor livre” para os caças venezuelanos chegarem até Manaus.

 

VENEZUELA DEFENDE A AÇÃO “PREVENTIVA”

O governo Venezuelano defendeu a ação, qualificando-a como “preventiva”. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o Brasil atacou primeiro (se referindo a ponte na fronteira com a Bolívia), e era preciso criar uma situação de equilíbrio, pois não temos radares em nossa região amazônica. Isso mostra ao Brasil e ao mundo que estamos prontos e dispostos a tudo para defender nossos interesses.

 

MINISTÉRIO DA DEFESA SEM INFORMAÇÕES DE COMO ISSO ACONTECEU

O MD não sabe explicar como diversos comandos venezuelanos penetraram tanto em território brasileiros, mas investigações estão sendo feitas.

 

POPULAÇÃO BRASILEIRA REAGE COM INDIGNAÇÃO

Diversas manifestações em todo o Brasil demonstram a indignação e a rejeição do povo brasileiro com o ocorrido. Passeatas em todo o país pedem “uma resposta enérgica” contra a Venezuela. Algo impensável anos atrás!

 

CONGRESSO PEDE RESPOSTA

O congresso brasileiro reuniu-se por auto-convocação e exige uma resposta “enérgica” a Venezuela. Diversos deputados e senadores fizeram grandes e inflamados discursos contra a situação em que o Brasil foi colocado, pela Venezuela. Tamanha situação somente se viu por ocasião da chamada “Guerra da Lagosta”, no início dos anos 60.

 

VENEZUELA HOMENAGEIA MORTOS NA AÇÃO

A Venezuela homenageou, nesta semana, os oito militares mortos durante a ação “preventiva” contra o Brasil. Segundo o MD Venezuelano, um helicóptero do Exército Venezuelano caiu em território brasileiro. Ele voava muito baixo, pelo leito de um rio e provavelmente, teria se chocado com alguma árvore. Segundo o Governo Venezuelano, oito novas escolas serão erguidas com os nomes nos novos heróis.

 

EXÉRCITO BRASILEIRO EXPLICA AÇÃO VENEZUELANA

O EB explica que diversos comandos foram enviados de helicópteros e depois em pequenos barcos pelos rios amazônicos. Segundo depoimentos, pessoas de língua espanhola compraram pequenos barcos e muitos suprimentos (comida e gasolina) em diversas comunidades ribeirinhas. Segundo testemunhas, eram todos homens em bom estado de saúde. Isto significa que alguns comandos ficaram quase 30 dias no Brasil. O que podemos supor que se tratava de um plano elaborado ainda antes da crise boliviana.

 

VENEZUELA AFUNDA NAVIO BRASILEIRO

St. Georges – O navio-tanque Olinda, da Petrobrás, foi afundado hoje, quando estava quase entrando em águas Granadenses. Ele havia sido interceptado pela Guarda Costeira Venezuelana e foi afundado pela fragata guarda-costas Gen. Morón a tiros de canhão.

Segundo o governo Venezuelano, foi um acidente: “era para ser um tiro de aviso, a alguns metros da proa no navio brasileiro”. Segundo a Guarda costeira venezuelana, a falta de um sistema de mira mais moderno e o forte vento no momento do disparo fizeram que um tiro de 76mm atingisse a proa do navio, carregado em Trinidad de gasolina que iria para o Haiti. A terrível explosão afundou o navio em segundos. Segundo o governo Venezuelano, o navio seria abordado a pedido da Bolívia, que pede uma indenização ao governo brasileiro. Dos 30 tripulantes, 15 faleceram nesta ação.  

 

MARINHA MERCANTE RECLAMA DOS CUSTOS ENVOLVIDOS

Representantes da Marinha Mercante reclamam dos custos envolvidos pelas ações venezuelanas. As seguradoras não aceitam mais seguros para a região do Caribe. Os deslocamentos ao canal do Panamá devem ser feitos contornando Cuba, o que envolve atrasos, mais custos de combustível e, ainda, muitos furacões nesta época do ano.

Seguir pelas rotas que passam perto da Venezuela podem significar maiores custos com “pedágio” termo utilizado pela indenização pretendida pelos bolivianos.   A Venezuela ainda não declarou se pretende ou não implementar essa prática.

 

PRESSIONADO INTERNA E EXTERNAMENTE GOVERNO BRASILEIRO RESOLVE AGIR

- COMPRAS

Compras urgentes tem sido feitas pelas forças brasileiras. Algumas cotações feitas nos últimos 30 dias foram postas em prática hoje. Não só fabricantes, mas também atacadistas tem sido procurados pelos comitês de compra do MD.

 

- MOBILIZAÇÃO

O Governo Federal completou a mobilização das forças armadas brasileiras, em resposta a ação Venezuelana.

No último dia 25 um cargueiro C-130 Hércules, da FAB, pousou em Caxias do Sul para levar unidades do 3º GAAAé para o Amazonas. Na foto o embarque de uma CDT Fila.

 

Em diversos vôos, canhões, suprimentos, CDT’s, munição,  mísseis, caminhões, soldados, tem sido levados para o norte do país. Foto: RedTeam.

 
 


 

                                                                                                            

- CCEG

O Ministério da Economia implantou hoje o CCEG – Contribuição Compulsória para Esforço de Guerra. A exemplo da CPMF o CCEG incidirá na taxa de 0,12% sobre a movimentação financeira nacional.

 

FORÇA TAREFA DA MARINHA É ENVIADA AO CARIBE

Uma poderosa força tarefa da MB, capitaneada pelo Porta-aviões São Paulo, saiu hoje do Rio de Janeiro, para o Caribe. Segundo o MD a força brasileira irá tomar “as iniciativas necessárias” para garantir o livre trânsito de navios e aeronaves brasileiras na região.

 

 

FAB E EXÉRCITO FECHAM A FRONTEIRA NORTE

A FAB e o EB declararam, hoje, fechada a fronteira norte do Brasil. O EB espalho destacamentos por toda a fronteira e declara que uma nova ação de comandos venezuelanos seria “virtualmente impossível”. A FAB também reforçou sua presença na região, e também mobilizou  dois esquadrões de Comunicação e Controle para cobrir a região.

 

VENEZUELA DIZ QUE NÃO ESTÁ INTIMIDADA E VAI RESPONDER

O governo da Venezuela vê como erro brasileiro levar a esse nível de resposta. Claramente surpreendidos pela movimentação brasileira, o governo venezuelano disse que “está preparado para responder a qualquer agressão”.

 

 

ESPANHA ENVIA MÍSSEIS PATRIOT PARA TRINIDAD E TOBAGO

A Espanha respondeu a um pedido de Trinidad e Tobago e enviou uma bateria de mísseis Patriot para proteger o território do pequeno arquipélago, localizado muito próximo do litoral da Venezuela.

 

INGLATERRA ENVIA 24 TORNADOS PARA A GUIANA

Com medo que esta mobilização de guerra atinja seu território a Guiana pediu ajuda a Inglaterra para proteger o seu território. A Venezuela tem uma demanda por cerca de 1/3 do território da Guiana e o governo de Georgetown teme que qualquer violação de seu território, seja por terra, mar ou ar, acabe em pretexto para ações imediatas ou futuras por parte da Venezuela.

 

FRANÇA ENVIA MAIS 24 MIRAGE 2000N PARA A GUIANA FRANCESA

A França eleva para 36 caças Mirage 2000 a dotação de suas força aérea em seu território na América do Sul. É uma medida “preventiva” responde o MD francês, reforçando que qualquer invasão de seu território implicará na internação dos invasores ou sua destruição.

 

HOLANDA DIZ QUE NÃO VAI ENVIAR CAÇAS AO SURINAME

A Holanda declarou que não vai enviar caças para o Suriname, em resposta ao pedido da ex-colônia. Segundo o governo holandês, o governo do Surinane não é uma democracia.

 

SURINAME: ‘’TEMOS MÍSSEIS E NÃO TEMOS MEDO DE USÁ-LOS’’

O MD do Suriname diz que passará sem a ajuda externa. Acrescentou que o pequeno exército do país possui algumas dezenas de mísseis SAM. Especialistas informam que se tratam de MANPADS de origem chinesa, eficazes apenas contra alvos a baixa altitude. Acrescenta-se, ainda que a Força Aérea do Suriname só tem pequenos treinadores armados com metralhadoras e que há poucos radares comerciais no país.

 

EUA, INGLATERRA, FRANÇA, ESPANHA E HOLANDA ESPALHAM MÍSSEIS TERRA-AR EM TODO O CARIBE

Atendendo a solicitação dos diversos países da região do Caribe e, também, para proteger seus territórios, os países acima espalharam, de Granada a Porto Rico, diversas baterias de mísseis AA. Especialistas informam que o recado é claro: Nenhuma invasão de espaço aéreo será aceita. Os EUA reforçaram seus meios aéreos em Porto Rico, mas não se espera nenhuma intervenção, a não ser que algum território neutro sofra com alguma ação ofensiva. Segundo o Departamento de Estado Americano, este é um assunto da área de interesse do Brasil. O qual tem o apoio dos EUA.

 

ESPECIALISTAS ANALISAM O PODERIO DO BRASIL E A VENEZUELA

A Venezuela  tem um foco naval no Caribe, contam com 6 fragas e 6 lanchas equipadas com mísseis. Isso é quase o mesmo número de escoltas que a Marinha do Brasil tem.

O Brasil tem mais submarinos, mas com foco no Caribe, os submarinos Venezuelanos contam com uma proximidade maior de suas bases, para reabastecimento . O mesmo acontece com seus navios. O Brasil conta com mais submarinos, mas eles dependem de apoio que é difícil manter a médio prazo longe das bases.

A MB conta com apoio aéreo próprio, já a Armada Venezuelana depende da Força Aérea Venezuelana, mas com mísseis de longo alcance (Otomat II na Armada e Mísseis Russos na FAV) e com uma área de ação menor (Caribe) as duas forças se encontram em uma situação equilibrada.

Em termos de defesa antiaérea, a capacidade do Exército Venezuelano é menor que a do Exército Brasileiro, são mais sistemas ópticos (eficazes contra aeronaves lentas – como helicópteros), mas já contam com alguns sistemas de mísseis de curto alcance. Entretanto, a defesa AA da FAV é extremamente poderosa, com muitos canhões guiados por radar e com dois sistemas de mísseis antiaéreos. Isso é uma ameaça aos caçadores da FAB se for necessário atacar as bases ou alvos estratégicos.

No front aéreo a situação também é de equidade. A FAV tem mais caças supersônicos do que o Brasil. Por outro lado, os caças subsônicos do Brasil são melhores e em maior quantidade.

 Um embate entre os dois países terá um desfecho imprevisível.

 

América Latina - Latin América

Defesanet 24 Junho 2006

OESP 24 Junho 2006   

 

País recebe alerta dos EUA sobre política de Chávez

Corrida armamentista da Venezuela é detalhada em

documento reservado do Departamento de Defesa

Roberto Godoy

           

- 138 navios é o tamanho da frota que a Venezuela estará operando,ou sob contrato defornecimento, até 2012

- 3 submarinos de um lote que pode chegar a 10 unidades estão sendo negociados. O favorito é o russo Amur, que lança mísseis, torpedos, e permite a conversão para propulsão nuclear

- 800 blindados anfíbios e armados com canhão rápido serão comprados até dezembro.

 

O presidente Hugo Chávez está executando um plano de modernização das Forças Armadas da Venezuela que prevê a formalização de contratos até 2012 para equipar um contingente de 500 mil combatentes. Atualmente, a tropa soma 82.300 homens.

 

A próxima etapa do plano é a compra de ao menos três submarinos médios de propulsão diesel-elétrica. A condição é que permita uma futura conversão destinada a abrigar propulsores nucleares. Na área da Marinha, o plano envolve a aquisição ou a revitalização de 138 navios de diversos tipos.

 

O Exército avalia fornecedores para um pedido de 800 blindados sobre rodas, todos armados com canhões rápidos. A frota pode chegar a mil unidades de tração 8x8, caso seja aprovada uma suplementação do pacote. Os 200 veículos seriam destinados ao transporte de tropas.

 

A fonte mais provável a que Chávez recorreria é indústria militar da Rússia, não submetida aos vetos do governo dos Estados Unidos. A Casa Branca é contrária ao regime de Chávez. Essa atitude bloqueou a exportação de 36 aviões brasileiros para a Força Aérea da Venezuela (FAV). A Embraer utiliza componentes americanos nos sistemas de bordo do turboélice de ataque leve Super Tucano e do bombardeiro leve AMX.

 

Essas informações constam de um documento reservado do Departamento de Defesa, o Pentágono, dos EUA, enviado à inteligência militar brasileira, e ao qual o Estado teve acesso.

 

De acordo com um oficial do setor, "esse quadro é conhecido no Brasil desde 2004, quando ainda estava no papel". Segundo o analista, Chávez deu início às ações efetivas no mercado internacional "baseado no aumento das cotações do petróleo (a Venezuela é o 3º maior produtor entre os países da Opep, com 2,8 milhões de barris/dia) - comprou radares, helicópteros e 100 mil fuzis, quando o barril estava na faixa US$ 40, agora está fechando novos negócios com o preço do óleo batendo na casa dos US$ 70".

 

A política de Chávez é um assunto delicado entre os diplomatas do Itamaraty. Um ex-embaixador em Caracas defende "um certo endurecimento do discurso do governo brasileiro", prevendo que "a condescendência vai permitir que a Venezuela se transforme em uma potência militar regional, pouco confiável."

 

SUBMARINO INVISÍVEL

No dia 5 de julho, quando dois super-caças Sukhoi-30 voarem sobre o desfile comemorativo dos 195 anos da independência da venezuelana, antecipando a chegada de 24 desses supersônicos russos para a FAV, comprados há um mês por pouco mais de US$ 800 milhões, o presidente Chávez pode ter uma outra novidade para anunciar.

 

A Comissão Militar instalada por ele em Moscou há dois anos está discutindo no bureau Rubin de Engenharia Naval a compra de três novos submarinos da classe Amur. É uma máquina de guerra e tanto.

 

A negociação, admitida pelo ministro da Defesa da Venezuela, almirante Orlando Maniglia, pode abranger outros sete navios da mesma classe. A Marinha venezuelana mantém dois submersíveis alemães, o Sábalo e o Caribe, de 1,3 mil toneladas, construídos na Alemanha há mais de 30 anos, entre 1971 e 1977. Ambos estão sendo submetidos a um abrangente programa de atualização tecnológica no país, nas instalações do Dianca - Diques y Astilleros Ca.

 

Os submarinos Amur disputam a escolha com os franceses Scórpene e com os novos IKL, da Alemanha. A proposta russa é tentadora. O preço, um dado considerado reservado, estaria na faixa de US$ 200 milhões, cerca de US$ 100 milhões a menos que o oferecido pela concorrência. O primeiro modelo está sendo produzido nos Estaleiros do Almirantado. Incorpora os sistemas e o conhecimento adquirido pela Rússia na construção de submarinos nucleares, durante a Guerra Fria.

 

Robusto, navega em qualquer tipo de mar, à exceção dos glaciais, que exigem grande permanência sob a camada de gelo. A versão de exportação dispara 4 mísseis leves de cruzeiro ou até 10 mísseis antiaéreos, além de levar 18 torpedos pesados, de 533 milímetros. O deslocamento de 1.750 toneladas - 66,8 metros de comprimento; 7,1 metros de largura - implica espaço para os 35 tripulantes. O memorial do projetista Igor Spassky destaca "o uso de materiais e soluções hidrodinâmicas para reduzir ruído e conferir ao Amur capacidade de navegar no modo furtivo" .

 

CANHÕES BLINDADOS

O Ministério da Defesa venezuelano está avaliando os blindados 8x8, anfíbios, BTR-90, também da Rússia. A pretensão é formar uma frota de 800 carros - 1.200, somados aos 400 em uso - para equipar esquadrões de reconhecimento e de operações especiais. O relatório americano diz que essa é uma evidência "do objetivo de expandir as forças armadas regulares até meio milhão de militares e 1 milhão de milicianos". Os três comandos dispõem de 400 blindados com 20 anos de uso. O BTR-90 pesa 20 toneladas, roda a 100 km/hora, leva um canhão de 30 mm e transporta dez soldados. 

 

CLIMA NO GOLFO

Mar calmo, estado 2.  Camada Térmica a 200 m de profundidade. Vento a 10 nós no sentido sul-norte.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marcelo Nichele