Open Drake

 

 

            A descoberta de um vasto campo petrolífero, na Patagônia, numa área de fronteira entre a Argentina e o Chile elevou as divergências entre os dois países. A Força Aérea Chilena – FACh começou a realizar uma série de vôos na região, com seus F-16, intimidando a Força Aérea Argentina – FAA, que contava com meios inferiores. Essa situação levou o governo Argentino a comprar  48 caças Su-27SM, usados, diretamente da Força Aérea Russa.

            Com meios mais modernos e capazes, a tensão entre os dois países entrou numa espiral ascendente, culminando com a interrupção das comunicações aéreas, marítimas e terrestres e um embargo geral entre os dois países. Quando o conflito parecia inevitável, a Inglaterra começou a enviar reforços para as Falklands/Malvinas, pressionando a Argentina.

Nesse momento o governo da Venezuela aproveitou para “se destacar como líder” e  declarou seu total apoio a Argentina. O Brasil, vendo sua suposta liderança mais uma vez ser minimizada, iniciou uma ofensiva diplomática, apoiada por algumas ações militares, com a Força Aérea Brasileira – FAB realizando uma série de exercícios de simulação a ataques a navios, ao longo da costa brasileira, com praticamente todos os seus esquadrões de caça. Ao mesmo tempo começou a treinar as unidades antiaéreas - AAé do Exército Brasileiro – EB e da Marinha do Brasil – MB, tanto de navios como de unidades AAé dos Fuzileiros Navais, além das suas próprias. Posteriormente a MB começou a prontificar seus navios.

No impasse entre Chile e Inglaterra de um lado e Argentina e Brasil de outro, o Chile resolveu impor embargo geral aos produtos brasileiros, também. Como resposta o governo Brasileiro negou sobrevôo do seu território a qualquer linha aérea com destino ou partida do Chile. Para não perder espaço, tal medida foi seguida pela Venezuela, o que causou forte impacto sobre as ligações do Chile com a Europa. Vendo-se extremamente prejudicado econômica e principalmente politicamente, como retaliação o governo chileno resolveu fechar o Estreito de Drake aos navios com bandeira Brasileira, isso dito como “primeira medida”, ordenando que a Armada Chilena – AC bloqueasse o estreito, com apoio da FACh.

Ciente que não teria como forçar a abertura do estreito por meios militares, sem envolver a Argentina, o que atrairia a Inglaterra para o conflito, e aproveitando que a FAA mantinha a FACh sob certa pressão, ao longo da Cordilheira dos Andes, o governo brasileiro resolve enviar uma força-tarefa, nucleada pelo porta-aviões A-12 São Paulo e seus A-4K modernizados e não modernizados, para bloquear a passagem de navios chilenos ao Atlântico Sul, numa linha entra as Malvinas, Geórgia do Sul e Antártica, com o objetivo de criar um “forcing” diplomático, para ter o que negociar e reabrir, assim, o Estreito de Drake.

O governo chileno, por seu lado, percebeu que um recuo agora seria não só o fim da atual gestão, mas também o fim da carreira política dos atuais dirigentes. Desta forma e influenciados pelos Almirantes Chilenos, que sustentam que os mísseis que equipam seus navios são capazes de compensar a relativa superioridade aérea da MB, entendem que sua força naval de bloqueio deve se tornar uma força rompedora de bloqueio, com o objetivo de abrir o Atlântico Sul aos seus navios.

Os dois governos sabem que retroceder ou mesmo a derrota significará a execração pública. A frota brasileira parte para o extremo sul do Atlântico. A frota chilena penetra na mesma área. Em pleno verão Antártico, está armado o cenário para a maior batalha naval do Atlântico Sul. 

 

 

Objetivo: Avaliar a eficiência de caças embarcados, sem mísseis de longo alcance, contra uma frota sem cobertura aérea, mas com mísseis de longo alcance.

 

Moderador: Marcelo Nichele

 

Edição e Redação da Gazeta Independente – OpenDrake: Anderson Salafia

 

Início: Março de 2010         Término: Outubro de 2013.